quarta-feira, abril 27, 2011
Quase quase poema
Segredo de borda de folha 9
é copiar também o mal
do control C control V
é copiar também o mal
do control C control V
é copiar também o mal
do control C control V
é copiar também o mal
do control C control V
é copiar também o mal
segunda-feira, abril 25, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
Segredo de borda de folha 7
Suba a ladeira como se descesse
desça a ladeira como se subisse
Caia do salto como quem sobe
suba no salto como quem caísse.
Mão-dupla-via
Então aí encontro você.
Poderia dizer
do sonho que tive na noite precedente
Assim você aparece, de repente
e faz do sonho profecia?
Depois de tanto tempo
depois de nem tanta gente.
Seu evento já tinha vindo
e veio, singelo, de novo
assim
uma pena que pousa
assim
numa pena, repouso
Dizer de um sonho depois de anos…
Adianta contemplar, já sem medo
o então revoar da sua beleza
e falarmos banalmente
de segredos?
Adianta dizer que em mim você apareceu
em mão dupla via?
e que em segredo nossos olhos desde sempre conversaram
adianta dizer que eu já sabia?
Adianta perguntar quem é esse?
ou se seu sorriso chora?
ou se nunca, nada disso,
você está mais feliz agora
Se seus amigos já podem te entender
do jeito que você fala?
O seus olhos que reúnem
o que a sua boca espalha
Há caminhos de atalhar dores
onde te vi aprendendo a andar
mas vejo um mapa do caminho antigo
-ainda é o sentido do meu olhar
Mas anda, ainda, ainda...
não fuja dessa miragem
seja por refletir o meu medo
seja o medo da minha coragem
Meu reflexo me contradiz?
Por que ainda acredito piamente na beleza?
Um beijo, estou atriz
Não vou contar nada
está na mesa.
Somos mais um presente.
Agora leio o seu futuro
no passado que o seu sobrenome marca.
um beijo, um tchau,
estou no escuro.


